Entre desafios e sonhos, a prova representa superação e o poder da educação em mudar histórias.
(Helinando Oliveira)
Nos domingos de 09 e 16 de novembro, acontece o momento mais esperado do ano para quase cinco milhões de jovens e suas famílias: o ENEM. Dados do MEC mostram que do total de 4,8 milhões de pessoas, 1,3 milhão são de escola pública. Outro dado relevante é de que 60,06% dos inscritos são mulheres e a idade do maior número de inscritos é 17 anos. Longe da frieza dos números, domingo de ENEM é momento de confirmar a próxima geração de profissionais do Brasil, pois nele serão aprovados os próximos psicólogos, enfermeiros, engenheiros, administradores, cientistas etc.
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É momento de dar o sinal verde e fazer adentrar, pelos muros das instituições de ensino superior do Brasil, milhares de jovens com a cabeça cheia de sonhos. Encantam especialmente os números da escola pública. Entre estes, estamos falando daqueles jovens que não encontraram quase nenhuma facilidade desde o berço, daqueles que não tiveram babá, motorista, herança… Muitas vezes até dormiram sem ter o que comer, passaram fome. E nem mesmo no pior dos perrengues deixaram de acreditar que a educação era aliada.
E que bom que há educação. Imagine se fosse tirado de um jovem pobre o único sonho de acreditar que o papel, a caneta e o livro mudam vidas. Seria terrível. Do outro lado do ENEM, como sabemos, os problemas existem: com a assistência estudantil, o restaurante universitário, etc. Mas para quem já veio de uma vida de dificuldades, isso pouco importa.
Falo isso com a autoridade de quem é neto de eletricista autodidata, filho de um auxiliar técnico em eletricidade que não concluiu a escola técnica, mas que me fez acreditar que os estudos podem mudar histórias. E mudam. Não importa o tamanho do desafio. Ele não pode ser maior do que o tamanho de sua vontade. E mesmo que você tenha de estudar mais e dormir menos, acredite… Tudo isso vale a pena.
Então, caro jovem, entre os quais incluo o fera Fernando Alves (meu filho), encare o ENEM do domingo como a última garrafa de água gelada do deserto. Você tem sede e ela te espera. Corra e pegue-a. Sucesso!
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Helinando Oliveira é físico, professor titular da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e atualmente é vice presidente da Academia Pernambucana de Ciência
A coluna Ciência Nordestina é atualizada às terças-feiras
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